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 Cantinho do professor

  24/05/2011
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Realidade da população negra no Brasil

Análise da dicotomia entre a população branca e negra. Segundo o relatório do IPEA/2011.

Realidade da população negra no Brasil
Por: Prof. EDSON Francisco Seabra.

A sociedade brasileira se estruturou a partir do século XVI, onde o fenômeno da escravatura e a formação patriarcal da sociedade, não promoverão uma lei de segregação racial.

Para Arthur Ramos, o tema das relações raciais assumia um lugar privilegiado para a percepção e análise dos desafios da transição do tradicional para o moderno, do cenário de significativas desigualdades sociais e raciais, da diversidade regional e da busca em conformar, em definitivo, uma identidade nacional.

Desde do século XIX, relatos de viajantes, cientistas, jornalistas, e políticos europeus e norte-americanos registraram uma certa surpresa com a convivência pacifica entre as raças e etnias (brancos, negros e índios) no Brasil. Essa imagem de um paraíso racial, em constante comparação com a turbulenta experiência norte-americana, contrastava vivamente com os receios das elites brasileiras que, espacialmente após a tardia abolição da escravidão e a fundação da República, concebiam a maciça presença dos negros e a intensa miscigenação, características visíveis do compósito racial brasileiro, como obstáculos a inserção dos pais na modernidade.(Maio, 1999 p. 144).

Segundo Metraux, a herança portuguesa formava uma escravatura mais humana, permitindo a ascensão de mulatos e negros, tendo uma visão sobre o Brasil.

O sistema escravocrata se deu pela violência e força dos senhores Feudais, formando duas classes sociais de escravos, onde alguns trabalhavam no campo e outros trabalhavam na casa dos Senhores.

O Brasil era um Laboratório de civilização, expressão cunhada pelo historiador alemão Rüdiger Bilden (1929, pp.71-74).
Apesar da crença no mito da democracia racial suposta marca de distinção da sociedade brasileira (Ramos, 1943 p. 179). Ramos não deixou de reconhecer as profundas desigualdades sociais entre branco e negros, bem como a existência do preconceito de cor no Brasil.

A miscigenação no Brasil é a formação de várias culturas, para a formação da cultura da sociedade brasileira como uma das vertentes da base cultural do nosso povo. A miscigenação das três raças, a colonização portuguesa com influência européia forma o Brasil um país único, na construção histórica da nacionalidade brasileira.

A fabula da miscigenação das três raças torna o brasileiro um ser único, onde adquire características como ser cordial, conformado com as situações, festivo, sem busca de conflito, se tornando a forma de ser racista no Brasil, diferente de qualquer lugar do mundo, pois todo o povo de certa forma sabe a determinação de sua classe.

Ao longo do século XX, a população brasileira mostra mudanças, transformações que praticamente atingiram todas as regiões do Brasil, seguindo a trajetória da diminuição da mortalidade, tendências de crescimento dos grupos populacionais, composição etária, mudanças nos arranjos familiares e no papel social das mulheres, envelhecimento populacional, como conseqüência da dinâmica demográfica e sua importância para as políticas públicas.

A população branca era maioria na década de 80, e com o passar das décadas segundo o Censo Demográfico de 2010, a população negra passou a ser maioria, pois fatores que a população se declarou negras ou pardas e a "taxa de crescimento da população negra entre 2000 e 2010 foi de 2,5% ao ano, enquanto a taxa de crescimento da população branca se aproximou de zero". (Relatório IPEA, 2011).

O perfil da mortalidade da população branca era mais concentrado nas idades mais avançadas, enquanto entre os negros eram mais concentradas nas idades de 15 a 29 anos, segundo comunicado do IPEA n 91.

O papel social da mulher teve uma configuração diferenciada, na composição familiar, onde cresceu um o número de mulheres chefiando os domicílios, de forma a contribuir na renda das famílias. "As mulheres negras se envolviam mais nas atividades domésticas, mesmo na condição de ocupadas, do que as brancas, o que sugere uma relação de gênero mais desigual entre as negras".(Relatório IPEA, 2011 p. 17).

O estado brasileiro conseguiu resolver, de alguma forma, a questão da renda para os seus idosos, onde os benefícios monetários da seguridade social abrangiam 77,3% da população idosa negra e 78,3% da branca em 2009. Em resumo a população negra predomina na população branca brasileira, é mais jovem, tem mais filhos, é mais pobre e está mais exposta a mortalidade por causas externas, especialmente homicídios. (Relatório IPEA, 2011 p. 17).


Bibliografia

IPEA. PNAD 2011 " Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira. Comunicado do IPEA, n. 91, maio, 2011.
MAIO, Marcos Chor 1999 " O Projeto UNESCO e a Agenda das Ciências Sociais no Brasil dos Anos 40 e 50 , RBCS Vol. 14 n. 41, outubro, 1999.


Prof. EDSON Francisco Seabra - Biólogo, Especialista Impactos Ambientais (EACH - USP) e Pós Graduando em Psicologia Política (EACH - USP). Atualmente é Admnistrador de Parque Ecológico da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e Diretor Ambiental do INSTITUTO EDUCAECO - INSTITUTO EDUCACIONAL AMBIENTAL DO BEM ESTAR SOCIAL




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