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Desde: 02/05/2011      Publicadas: 151      Atualização: 02/07/2019

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 Cantinho do professor

  23/05/2019
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Educação Inclusiva: Desafios e oportunidades

Evento realizado no Espaço Civi-co em 19 de fevereiro de 2019
Organização: Associação Nova Escola, Instituto Rodrigo Mendes e Fundação Volkswagen.

Educação Inclusiva: Desafios e oportunidades

Fomos convidados pela Revista Nova Escola para participar do evento Educação Inclusiva: Desafios e Oportunidades. Importante tema a ser debatido e estudado por educadores, sociedade civil e órgãos governamentais, pois segundo a Constituição Federal de 1988 a educação é direito de todos os brasileiros e brasileiras.

O evento foi organizado em duas mesas de debates, a primeira denominada “A realidade de quem está em sala de aula” e a segunda “Os avanços na educação inclusiva”.

Na primeira mesa “ A realidade de quem está em sala de aula” foram ouvidos: Mônica Rocha, ex-aluna do Cieja, lutadora de Tae Kouon Do e poeta; Eda Luz, ex-diretora do Cieja Campo Limpo; Paulo Cesar, professor da Emef Paulo Nogueira Filho e Maria da Paz Castro, especialista em educação inclusiva.

A Mônica tem síndrome de Down e contou sobre a sua experiência como aluna, da dificuldade que tinha na escola, inclusive em se relacionar, contou que se sentiu incluída quando teve a atenção dos professores, quando foi ouvida. O esporte a ajudou muito, tanto em seu desenvolvimento motor, quanto no relacionamento com as outras pessoas.

Para Eda Luz uma das coisas mais importantes para o sucesso da educação inclusiva é a escuta ativa, ela sugeriu a organização das aulas em semi círculo, possibilitando que os estudantes se olhem, possam ser ouvidos, que tenham voz inclusive na preparação das aulas com a sugestão de temas de estudo. Nenhuma escola ou professor está preparado para tudo, mas é preciso estar aberto para aprender, para olhar as situações e agir. Um dos caminhos é o aprendizado coletivo entre educadores dentro da escola. Ela é, sem dúvida, uma entusiasta da educação!

O professor Paulo Cesar contou sobre a sua experiência com educação inclusiva na Emef em que trabalha, mas, acima de tudo, ele afirma que quando tratamos o outro da forma que gostaríamos de ser tratados as relações tendem a ser favoráveis e enriquecedoras. Os alunos não são apenas de um ou outro professor, eles são alunos da escola, são alunos de todos os professores, a escola precisa ser um coletivo.

A especialista em educação inclusiva, Maria da Paz, traz algumas reflexões práticas sobre o ensino inclusivo, ela enfatiza a importância de ouvir, de olhar para a criança em sua individualidade, sem a infantilizar, independente do CID (Código Internacional de Doenças). É importante observar antes de propor as atividades, pois o indivíduo sabe bastante sobre ele mesmo. Para Maria da Paz, o professor precisa aceitar que vai errar e que a partir do erro pode aprender muito mais.

Na segunda mesa “Os avanços na Educação Inclusiva” ouvimos a Eliane, Secretária de Educação de Amparo; a Carla, da Fundação Volkswagen e o Luiz Conceição do Instituto Rodrigo Mendes.

A Eliane contou sobre sua experiência na prefeitura de Amparo, disse que é função da educação especial tornar acessível o que está inacessível, para isso o professor precisa observar seu aluno e ouvi-lo. Enfatiza que o horário coletivo de formação dos professores, no qual aprendem e trocam experiências com seus pares, ajuda a lidar com as diferenças existentes na escola.

A Carla, da Fundação Volkswagen, afirma que hoje o heterogêneo é a normal e que a escola é o espaço público que permite o privilégio de permanecer aprendendo. Nos conta também que a Fundação Volkswagem em parceria com o Instituto Rodrigo Mendes e a Associação Nova Escola publicaram os Cadernos do Brincar, são dois volumes que focam nas brincadeira na educação infantil. O volume 1 tem o subtítulo “Propostas de reflexão sobre brincadeiras e práticas inclusivas para professores da Educação Infantil” e o volume 2 “Propostas práticas para brincadeiras inclusivas na Educação Infantil”, ambas as publicações estão disponíveis para download.

O Luiz Conceição, do Instituto Rodrigo Mendes, fala que a educação tem que ser para todos e para cada um, fala da importância de se eliminar as barreiras e pensar em modos diferentes de ensinar, pensar nas múltiplas inteligências, e que isso pode acontecer desde o planejamento docente. Ele cita um possível caminho para essa eliminação de barreiras, o desenho universal para a aprendizagem, que se trata de um modelo prático que visa ampliar as oportunidades de desenvolvimento de cada estudante por meio de planejamento pedagógico contínuo, somado ao uso de mídias digitais.

Para ele, a perspectiva inclusiva é responsável por possibilitar que a aprendizagem aconteça nos mais diversos cenários. As soluções são individuais, são condutas locais, cada escola vai encontrar seu melhor caminho. O ensino é coletivo, mas a aprendizagem é individual, cada um tem seu tempo e modo de aprender. A família dos estudantes podem ser a barreira e/ou o facilitador do processo de aprendizagem, depende muito de como será feito o diálogo entre ela e a escola.

O Instituto Rodrigo Mendes disponibiliza alguns materiais no site: https://diversa.org.br/.

A Associação Nova Escola lançou no mês de fevereiro uma edição especial sobre inclusão, na qual dialoga com as pessoas que participaram das duas meses deste encontro e também com uma publicação anterior da revista de quase 10 anos. Vale a pena conferir.

Você encontra muito conteúdo também no site da revista Nova Escola: https://novaescola.org.br/#.

  Autor:   Prof. Fabiana Azevedo


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